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Convulsão febril em crianças: primeiros sinais e como proceder

Convulsão é um episódio de movimentos involuntários, intensos ou sutis, repetitivos, de início súbito, e que podem ser causados por diferentes fatores.

No caso das convulsões febris, em algumas crianças o surgimento de febre provoca uma alteração momentânea cerebral que provoca a crise convulsiva. Observa-se que não necessariamente ocorre com altas temperaturas corporais, como o senso comum indica, e sim quando a temperatura corporal varia muito rapidamente. Este é um dos motivos pelos quais os pais, muitas vezes são tomados de surpresa pelo episódio de convulsão – antes mesmo de perceber a febre na criança.

Em geral, os episódios apresentam duração de poucos segundos a minutos. Porém, a aparência é angustiante para o observador: a criança perde a consciência, apresenta em geral desvio dos olhos para cima, postura de rigidez do corpo e movimentos clônicos dos membros, semelhantes a um tremor grosseiro, seguidos de um período de sonolência. A criança acometida, entretanto, não se lembra do ocorrido.

Diagnóstico de convulsão febril

A causa deste tipo de convulsão está ligada a alterações cerebrais momentâneas provocadas pela síndrome febril. Em algumas crianças pode ser a primeira crise de origem epiléptica. A avaliação neurológica, mesmo que após a resolução do episódio, é importante para descartar alterações cerebrais através de exames complementares – em geral, os mesmos utilizados na investigação de epilepsia.

No que consiste o tratamento

No momento da crise, é importante lembrar-se de deitar a criança de lado, pois isto melhora a respiração ao evitar a  obstrução da via aérea. Não é necessário segurar a língua, tentar abrir a boca ou evitar os movimentos, basta afastar a criança de objetos e aguardar, pois os episódios tendem a cessar espontaneamente. Caso isto não ocorra, é necessário dirigir-se ao atendimento médico mais próximo, onde procedimentos adequados podem ajudar e medicações que interrompem a crise podem ser utilizadas.

Tão importante quanto tratar a crise, é determinar a causa da febre; qualquer febre pode levar à convulsão febril, mas o tratamento da causa da febre pode ser bastante variado. Pode ser desde um simples resfriado, uma infecção respiratória mais grave (pneumonia) ou uma meningite. Por isto, mesmo que a crise tenha cessado ao chegar no atendimento médico, a avaliação médica é imprescindível.

Prevenção

A prevenção de novos episódios compreende o tratamento medicamentoso da febre e outras medidas antipiréticas, para diminuir a temperatura elevada do corpo. Em alguns casos de recorrência frequente, medicações que controlam crises convulsivas podem ser necessárias.

Fonte: Blog Neurológica 

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