Bastidores Medilar

Colaborador da Medilar é voluntário nos Jogos Parapan Americanos e no Mundial Paralímpico de Natação

Já imaginou ser integrante de uma seleção nacional que representa nosso País em competições internacionais de peso? Pois saiba que o Enfermeiro da base Medilar de Natal (RN) Adeílton Dantas teve esse privilégio. Ele participou dos Jogos Parapan Americanos de Lima, no Peru, e do Mundial Paralímpico de Natação que aconteceu em Londres, na Inglaterra.  E tudo isso, como voluntário da equipe médica!

Adeílton Dantas, Enfermeiro na Medilar Natal

Para entender melhor como tudo aconteceu e de que forma essas experiências como voluntário marcaram a vida de Adeílton, convidamos o profissional da Medilar para um bate-papo.

Confira!

Revista Conecta: Como surgiu a oportunidade de você se tornar voluntário da equipe médica do Brasil que participou dos Jogos Parapan Americanos de Lima, no Peru, e do Mundial Paralímpico de natação que aconteceu em Londres?

Adeílton Dantas: Faço parte dessa equipe desde o ano de 2004, ocasião que houve um evento paradesporto aqui na nossa cidade, Natal. Eu já fazia parte do quadro de profissionais de enfermagem do SAMU e eles queriam um voluntário que tivesse experiência em APH. Sem hesitar prontamente me candidatei e fui convidado por um colega Enfermeiro para integrar a equipe médica do atletismo desde então. Acompanho a nossa seleção paralímpica de Natação e com participações em diversos eventos, nas quatros últimas paralímpiadas, Atenas, Pequim, Londres e a última no Rio, assim como também os parapan americanos de Guadalajara, Toronto e Lima e outras competições como mundiais, Opens, pan pacíficos e climatações.

Revista Conecta: O que te motivou a encarar o desafio de ser voluntário?

Adeílton Dantas: O desejo de ajudar, aprender e crescer cada vez mais.  A princípio não conhecia o paradesporto, no primeiro dia fiquei encantado vendo nos atletas paralímpicos uma característica que, infelizmente, nem sempre é tão comum: a humildade. São pessoas fáceis de conviver e divertidas o tempo todo. Quando convivemos com eles percebemos que suas dificuldades foram superadas e são coisas do passado. Suas lesões foram adaptadas e hoje eles são atletas de alto rendimento.

Revista Conecta: Qual a sensação de participar de eventos tão importantes? Como avalia essas experiências?

Adeílton Dantas: É um momento mágico difícil de descrever em palavras, parece um sonho indescritível. Uma sensação e a certeza que valeu muito a pena os conhecimentos adquiridos na academia, sinto-me muito valorizado. A vila paralímpica, o local das provas e o evento em si possuem grande intercâmbio cultural e intelectual. Além disso, com a participação de profissionais, educadores e pesquisadores das principais universidades e instituições de pesquisa mundiais, um fórum para discussão de novos rumos na pesquisa e no acompanhamento de deficientes físico, mental e intelectual/sensorial é realizada. A troca de conhecimento e de saberes é de grande valia, tanto para vida profissional como pessoal.

Revista Conecta:  Qual o principal aprendizado que você trouxe de sua participação nesses eventos e especialmente, do contato com os atletas que disputaram esses jogos?

Adeílton Dantas: É a atividade mais prazerosa que tenho, sem dúvida, pois toda dificuldade e superação, na verdade, são dos atletas que acompanho. Vê-los superar seus limites físicos é um aprendizado diário. Ter a oportunidade de dedicar tempo de vida a esses campeões é um prazer indescritível. Com eles aprendemos, além de muitas outras coisas, que muitas das nossas dificuldades somos nós que criamos. Com eles aprendemos a reinventar a vida, a olhar as dificuldades como oportunidades de crescimento.

Revista Conecta: Qual a mensagem você daria para aqueles que pensam em fazer um trabalho voluntário semelhante ao seu?

Adeílton Dantas: Que vão em frente, vocês irão encontrar pessoas fáceis de trabalhar, dispostas a ensinar e a aprender. Quando você aparece para ajudar, eles sabem pelas percepções refinadas e se abrem para todo tipo de aprendizado e conhecimento. Eles percebem quem somos pela fala, pela forma como nos comportamos diante das situações, percebem exatamente o nosso eu. Eu diria mais, vocês nunca irão se arrepender de viver uma experiência como essa.

Revista Conecta:  Há quanto tempo você trabalha na Medilar?

Adeílton Dantas: Em dezembro irei completar 1 ano na família Medilar, onde tenho maior orgulho de desempenhar a função de Enfermeiro!

Revista Conecta: Os seus colegas de trabalho apoiaram a sua decisão de atuar como voluntário nesses eventos esportivos? Qual foi a reação deles?

Adeílton Dantas: Sim, muito, são meus aliados, sem o apoio deles não seria fácil! Alguns já conheciam essa minha atividade, outros ficaram surpresos quando souberam e me apoiaram em todo momento, principalmente a minha coordenação.

Revista Conecta: Você tem planos de participar de outros eventos semelhantes em curto e longo prazo?  

Adeílton Dantas: Sim, os planos existem. Ainda não saiu o calendário para o próximo ano, estou na torcida pela convocação para as paralímpiadas de Tokio que serão realizadas em 2020.

 

Parabéns Adeilton pelo lindo trabalho realizado! Você é uma inspiração para todos nós!

 

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