Anamnese, já ouviu falar nessa palavra?

Quando você vai a uma consulta médica, antes de te examinar, o médico faz várias perguntas, não é verdade?

-Quantos anos você tem? Como é o seu estilo de vida? Qual o seu histórico familiar? Doença pré-existente? O que te levou a procurar o médico? Quais os sintomas? Quando começaram?

Essa “entrevista” se chama anamnese. É por meio dela e também da realização de exames físicos que o médico consegue chegar a um diagnóstico.

No Atendimento Pré-Hospitalar, como o SOS Unimed/Medilar, a anamnese também está presente na rotina do corpo médico e é essencial na missão de salvar vidas.

Ela está presente especialmente em dois momentos:

  1. Quando o beneficiário Unimed entra em contato com o Call Center Médico da Medilar para solicitar atendimento.
  2. E, quando a nossa equipe chega até o local da ocorrência para prestar o atendimento presencial ao paciente.

Quando o beneficiário Unimed liga no Call Center Médico da Medilar para solicitar uma ambulância, depois de informar seus dados pessoais à Técnica Auxiliar de Regulação Médica (TARM), a ligação é transferida para um médico regulador, cujo trabalho é identificar o problema inicial do paciente. É aqui que a anamnese começa. São feitas ao paciente perguntas como: O que você está sentindo? Quando começaram os sintomas? Está com febre?

“A anamnese de consultório é mais extensa, passa pelo estágio da identificação, queixa principal, histórico de doença atual, histórico médico e familiar e o cruzamento das informações. Já no Atendimento Pré-Hospitalar, começamos com a queixa principal e a partir dela iniciamos a anamnese focada, ou seja, perguntas que nos ajudam a discernir a gravidade do atendimento”, explica a Gerente Médica do Call Center da Medilar, Dra. Clarissa di Primio.

“Quando o médico regulador faz algumas perguntas ao beneficiário Unimed, que se encontra do outro lado da linha, ele consegue identificar se a vítima está em urgência, emergência ou se necessita apenas de uma orientação médica por telefone”, finaliza Dra. Clarissa.

Por meio da anamnese focada, o médico regulador também decide se há necessidade do envio de uma ambulância básica ou avançada.

Ser médico regulador é fazer a pergunta certa, no momento certo. Mas, também é preciso:

1 – Tomar decisões rápidas.

2 – Ter muito foco.

3 – Muita habilidade em fazer anamnese focada.

Essas três habilidades contribuem para que o médico regulador realize o diagnóstico e defina qual o melhor recurso para aquele paciente que está precisando de ajuda do outro lado da linha – uma orientação médica ou suporte de uma ambulância.

A luta contra o tempo aqui é enorme! Afinal, a vida não espera!

Na Medilar, para manter nossas operações eficientes e um padrão de qualidade elevado, todos os médicos recém-contratados passam por um treinamento de no mínimo 30 horas e fazem educação continuada, para atuarem no call center médico. Assim, eles aprendem o nosso jeito de cuidar dos beneficiários Unimed.

Anamnese no Atendimento Pré-Hospitalar (presencial). Como funciona?

Ao chegar ao local da ocorrência, a equipe médica intervencionista realiza mais algumas perguntas-chave ao paciente, se ele estiver apto a responder, caso contrário, familiares ou terceiros são entrevistados.  

“No Atendimento Pré-Hospitalar a anamnese é mais direcionada para a queixa do paciente e em como a nossa equipe intervencionista o encontra na cena”, explica a gerente médica da Medilar, Dra. Marcela Mattar. 

Perguntas sobre:

  • História pregressa do doente.
  • O que está sentindo?
  • Qual a queixa principal?
  • Há quanto tempo começaram os sintomas?
  • Existem fatores desencadeantes da dor ou piora da dor: como por exemplo, após se alimentar ou durante esforço físico ou em determinadas posições?
  • Possui algum tipo de alergia? (pergunta essencial, para que o médico possa realizar a medicação no paciente – quando necessário). 
  • Quais os medicamentos em uso? Faz uso de medicação contínua ou trata-se de medicação de curto prazo?

Todos esses questionamentos listados acima fazem parte do processo de anamnese aplicado pela equipe do SOS Unimed/Medilar. 

Mas, essa lista de perguntas pode mudar dependendo da queixa. “Se o paciente queixa de dor de cabeça, a equipe vai explorar as possíveis causas dessa dor e fará perguntas como: as dores de cabeça são frequentes? Ela é mais intensa em algum período do dia?”, conclui Dra. Marcela. 

Perguntas feitas, chegou a hora do atendimento evoluir para o exame físico. Nessa etapa, é aferida a pressão arterial, a temperatura, a saturação do oxigênio e a glicosimetria – caso o paciente esteja com algum sintoma que possa estar associado à queda ou aumento da glicemia – frequência cardíaca, e se necessário, é realizada a avaliação do ritmo cardíaco, por meio de um eletrocardiograma portátil. 

Além da verificação dos sinais vitais, é realizado também um exame físico focado na queixa do paciente. Por exemplo, se a queixa envolver dor abdominal, o médico intervencionista realizará a palpação abdominal.

Com todas essas informações em mãos, a equipe consegue avaliar se há necessidade do paciente ser transportado até um hospital, para investigação complementar – realização de exames laboratoriais ou de imagem – ou se o melhor é medicá-lo em casa e observar se haverá piora ou melhora dos sintomas. Caso haja sinais de alarme, o paciente é orientado a procurar o atendimento médico presencial. 

Exemplo prático: Um médico intervencionista, após realizar a anamnese no paciente, suspeita do diagnóstico de dengue. Neste caso, o médico irá medicá-lo, pedir para ele permanecer em casa e observar se irão aparecer manchas pelo corpo, sangramento, fraqueza, febre persistente. E, em casos de sinais de alarme, procurar o atendimento médico presencial. 

Conseguiu entender qual é a importância da anamnese, principalmente no Atendimento Pré-Hospitalar? 

Então, não fique incomodado quando o médico lhe fizer inúmeras perguntas, esse processo é essencial para a abordagem e orientação correta. E, pode acreditar, uma anamnese bem-feita salva vidas

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