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E agora, o que vem depois da ONA?

Por Erlon Santana | Diretor de Operações

Tem uma sensação estranha que acontece logo depois de uma grande conquista.

Você passa meses, às vezes mais de um ano, com aquela meta na cabeça, mobilizando times, revisando processos, pedindo mais um esforço de pessoas que já estão dando muito. E então, quando o resultado chega, quando o reconhecimento finalmente se materializa, bate um misto de alívio e… silêncio.

Foi exatamente assim quando conquistamos o Selo Prata da ONA.

Por alguns dias, a sensação foi boa. Merecida. Mas logo veio a pergunta inevitável — a mesma que dá título a este artigo: e agora, o que vem depois?

Antes de responder, preciso que você entenda o tamanho da conquista da Medilar em 2025.

Quando iniciamos o projeto de certificação, eu já sabia que não seria simples. Certificações exigem disciplina, padronização e uma mudança real na forma como as equipes trabalham. Mas o nosso desafio era ainda maior. A Medilar não passou pela ONA em uma única operação. Conquistamos o Selo Prata em 12 unidades operacionais e ainda na Regulação Médica.

Treze frentes. Ao mesmo tempo.

Pense no que isso significa na prática: padronizar protocolos e processos em unidades que estão espalhadas por todo o Brasil. Unidades que, muitas vezes, carregam culturas completamente distintas — e isso não é uma crítica, é uma riqueza. A equipe de Campina Grande tem uma forma de trabalhar, uma cadência, uma identidade. Já a equipe de Pelotas, lá no Rio Grande do Sul, tem a sua. São realidades diferentes, histórias diferentes, jeitos de ser diferentes.

E, ainda assim, conseguimos falar uma língua só quando o assunto é qualidade assistencial.

Isso não é pouca coisa. Isso é extraordinário.

Então, para responder à pergunta: o que vem depois da ONA?

Vem a parte mais difícil.

Conquistar um selo é uma linha de chegada. Mantê-lo é uma maratona que não tem fim. Em 2026, nosso foco é exatamente esse: a manutenção do Selo Prata. Garantir que o que construímos não seja apenas uma fotografia bonita de um momento específico, mas que represente quem a Medilar realmente é — todos os dias, em todas as unidades.

Quem já trabalhou com certificação sabe que manter é, em muitos aspectos, mais exigente do que conquistar. Porque agora não existe mais a adrenalina do inédito. O que existe é cultura. Rotina. Disciplina. A qualidade precisa deixar de ser um projeto e se tornar um modo de operar.

É um movimento que começa nos processos, mas que só se sustenta nas pessoas.

Tenho o privilégio de trabalhar de perto com times incríveis. Vejo isso acontecer no dia a dia. Vejo profissionais que abraçaram essa jornada de verdade, que entenderam que a ONA não é um documento na parede, é um compromisso com quem depende de nós.

Esse comprometimento é o que me faz olhar para frente com confiança.

E falando em olhar para frente: sem prometer nada, sem antecipar o que ainda depende de muito trabalho e de muitas variáveis, mas seria desonesto dizer que o Ouro não está nas nossas conversas. Não como meta fechada, mas como direção. A certificação não é um destino. É um caminho. E esse caminho, para a Medilar, segue subindo.

Pedi ao José Wellington, Coordenador da Qualidade e responsável por coordenar cada etapa desse processo, para compartilhar o que essa conquista significou para ele. A resposta dele diz tudo:

“Essa certificação representa não só um selo, mas um trabalho coletivo, pautado na busca contínua pela excelência, segurança do paciente e melhoria dos resultados assistenciais e operacionais. Ver o certificado emitido em nome da Medilar engrandece tudo o que estamos construindo desde 2019 — quando a Área da Qualidade deu seus primeiros passos.”

É exatamente por pessoas assim que a Medilar chegou até aqui. E vai continuar chegando mais longe.

Esta edição da Revista Medilar foi dedicada à ONA e faz todo sentido que seja. Foi um marco real na nossa história. Mas eu queria fechar este artigo com um convite diferente: que a gente não se apaixone pelo selo.

Que a gente se apaixone pelo que o selo representa.

Qualidade. Segurança. Consistência. Responsabilidade com a vida de quem atendemos.

Se a gente mantiver o olho nisso, o próximo passo vai aparecer na hora certa.

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