Primeiros socorros em casos de afogamento: o que fazer para salvar uma vida

A cada 1 hora e meia, uma pessoa morre vítima de afogamento no Brasil.

E existe um ponto que pouca gente percebe: a maioria desses acidentes não acontece no mar.

Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), cerca de 70% das mortes por afogamento ocorrem em rios e represas, enquanto quase metade dos casos se concentra no verão, entre dezembro e março.

Ao todo, são mais de 5.700 mortes por ano — um número que reforça a urgência de informação e preparo.

Mas o dado mais sensível talvez seja outro: crianças também estão entre as principais vítimas.

Afogamento infantil: um risco silencioso dentro de casa

Entre crianças de 1 a 4 anos, o afogamento é a segunda principal causa de morte.

E, diferente do que muitos imaginam, o perigo não está apenas em piscinas ou praias.

Cerca de 50% dos casos acontecem dentro de casa, em situações aparentemente inofensivas, como:

  • Baldes
  • Bacias
  • Banheiras
  • Piscinas com poucos centímetros de água

Em alguns casos, 5 cm de água já são suficientes para provocar um afogamento.

Por isso, atenção constante não é exagero – é prevenção.

Afogamento em adultos: como agir nos primeiros socorros

Saber o que fazer nos primeiros minutos pode ser decisivo para salvar uma vida.

1. Retire a vítima da água com segurança

Antes de tudo, avalie o cenário.

  • Evite entrar na água, se possível
  • Ofereça objetos flutuantes (boias, cordas, galhos)
  • Só entre na água se souber nadar bem

O socorrista também pode se tornar vítima — segurança vem primeiro.

2. Avalie a respiração

Após retirar a vítima:

  • Se estiver respirando: coloque-a de lado (posição lateral de segurança)
  • Se não estiver respirando: inicie imediatamente:
    • Respiração boca a boca
    • Massagem cardíaca

Em crianças, utilize apenas uma mão na compressão torácica.

O objetivo é claro: restabelecer a respiração o mais rápido possível e evitar danos cerebrais.

3. Posicione corretamente o corpo

Mantenha a cabeça da vítima levemente mais baixa que o peito.

Isso ajuda a evitar aspiração de vômito e possíveis complicações respiratórias.

4. Mantenha a vítima aquecida

Após o resgate:

  • Retire roupas molhadas
  • Cubra com roupas secas ou cobertores

A perda de calor corporal pode agravar o quadro clínico.

5. Busque atendimento médico imediatamente

Mesmo que a vítima pareça bem, a avaliação médica é indispensável.

Complicações respiratórias podem surgir horas após o afogamento.

Dica importante

Se houver outras pessoas no local, peça ajuda.

Enquanto uma pessoa presta os primeiros socorros, outra pode acionar o atendimento de emergência — isso ganha tempo e aumenta as chances de sobrevivência.

7 dicas para prevenir afogamentos

Prevenir ainda é a forma mais eficaz de salvar vidas.

  1. Prefira coletes salva-vidas — boias de braço não são seguras
  2. Nunca deixe crianças sozinhas perto da água
  3. Instale barreiras de proteção em piscinas
  4. Esvazie baldes, bacias e banheiras após o uso
  5. Evite nadar próximo a pedras ou estruturas perigosas
  6. Não entre na água após consumir álcool
  7. Nunca mergulhe sem conhecer a profundidade

Segurança na água começa com atenção constante.

SOS Unimed Medilar: suporte em momentos críticos

Em situações de emergência, cada segundo conta.

O SOS Unimed, operacionalizado pela Medilar, conta com equipes especializadas para atendimento pré-hospitalar, preparadas para atuar em casos críticos, como afogamentos.

Se você for beneficiário, siga este fluxo:

Como acionar o atendimento

  • Ligue para o Call Center Médico
  • Você será atendido por um TARM e um médico regulador
  • Informe:
    • Nome, idade e sexo do paciente
    • O que está acontecendo
  • Siga rigorosamente as orientações médicas

As informações fornecidas são essenciais para direcionar o atendimento correto.

Telefones do SOS Unimed

Informação que salva vidas

O afogamento é rápido, silencioso e, muitas vezes, acontece quando menos se espera.

Mas existe algo que pode mudar esse cenário: preparo.

Saber como agir, reconhecer os sinais e adotar medidas preventivas transforma completamente o desfecho de uma situação de risco.

Porque, em emergências, conhecimento não é diferencial — é o que salva vidas.

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