Criação de comitês estratégicos consolida a segurança assistencial como uma responsabilidade coletiva e transforma a prevenção em prática diária
No segmento da saúde, a margem para qualquer tipo de erro é praticamente inexistente. No caso do Atendimento Pré-Hospitalar (APH), que atende casos de urgências e emergências médicas, e muitas vezes, é responsável pela sobrevida do paciente, esse cuidado deve ser ainda maior. Por isso, garantir a excelência dentro desse setor transcende apenas as metas de gestão, tornando-se um imperativo ético.
Mas, para conquistar a excelência assistencial, não basta querer, é preciso construir uma estrutura na qual a vigilância constante e a revisão contínua de processos se transformem em rotina. Equipamentos de ponta auxiliam e muito, mas, a verdadeira qualidade começa quando os processos deixam de ser responsabilidade de uma única área e passam a fazer parte da cultura organizacional, é o que explica o Coordenador de Qualidade da Medilar, José Wellington. “O grande objetivo da criação dos comitês foi fazer com que a governança assistencial deixasse de ser exclusividade do setor da Qualidade e passasse a fazer parte da rotina de todas as áreas”.
A semente dessa cultura foi plantada em 2019, com a estruturação da Área da Qualidade, dentro da Medilar. Na época, a premissa já era clara: os executantes da operação precisavam ter voz ativa nas decisões que impactavam a assistência. Nascia ali o primeiro Comitê, que reunia enfermeiros coordenadores para discutir desde protocolos clínicos até a padronização de medicamentos. Impulsionada pelo desafio estratégico de buscar a certificação ONA (Organização Nacional de Acreditação), a diretoria da empresa percebeu que era hora de evoluir.

“Estrategicamente, resolvemos separar e amadurecer as comissões individualmente. O intuito foi desmembrar as necessidades em grupos específicos para cada time poder tratar e melhorar o processo, trazendo o melhor para o paciente”, revela José Wellington.
Mais do que instâncias administrativas, os comitês se tornaram o coração pulsante da governança assistencial da Medilar. Cada um possui um escopo definido, mas todos compartilham o mesmo DNA: traduzir dados em ações que protegem pacientes e profissionais.
Comissão de Qualidade Técnica (CQT)
A CQT tem o desafio de olhar para a melhoria contínua, padronização e indicadores. Mas se engana quem pensa que padronizar significa engessar a operação. Para a Gerente Regional de Operações da Medilar, Danielle Loureiro, representante desse comitê, o protocolo precisa servir à assistência, e não o contrário.

“Padronizar traz clareza, previsibilidade e segurança para que a equipe tenha mais autonomia na tomada de decisão. Os indicadores só fazem sentido quando contam uma história e geram ação. Quando identificamos uma oportunidade, buscamos ouvir quem está na operação, porque são essas pessoas que vivem o processo diariamente. O objetivo final é que a qualidade seja percebida não como algo burocrático, mas como uma ferramenta de apoio”, detalha Danielle.
Conheça os membros do CQT:
Dra. Clarissa Di Primio, Gerente Médica da Regulação
Fernanda Cavalcante, Farmacêutica
Jéssica Mota, Farmacêutica
Danielle Loureiro, Gerente Regional de Operações
Carolina Costa, Coordenadora de Operação do SOS Unimed Curitiba
Lucas Ignácio, Coordenador de Suprimentos
Carla Oliveira, Coordenadora de Operação do SOS Unimed Serra Gaúcha
João Toniello, Coordenador de Operação do SOS Unimed Ribeirão Preto
Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH)
Se a CQT cuida dos processos, a CCIH cuida do invisível — e do impacto que ele pode causar.Lidar com o controle de infecções significa fazer da higienização rigorosa de mãos, de estéreis e de ambulâncias um hábito natural, não uma obrigação imposta. A Gerente Regional de Operações e representante da CCIH, Lais Ruperti, explica que o monitoramento é o coração do comitê, pois aproxima a gestão da realidade.

“Nosso foco é fazer com que o colaborador compreenda o propósito por trás de cada medida. Quando o profissional entende que o protocolo existe para evitar eventos adversos, as ações deixam de ser vistas como burocracia. Um atendimento seguro protege o paciente, mas também reduz riscos para a própria equipe”, reforça Lais.
Conheça os membros do CCIH:
Lais Ruperti, Gerente Regional de Operações
Dra. Clarissa Di Primio, Gerente Médica da Regulação
Paula Martins, Superintendente Executiva
Ivair Júnior, Técnico de Segurança do Trabalho
Natália Silva, Coordenadora de Operação do SOS Unimed Vale do Sinos
Ruana Souto, Coordenadora de Operação do SOS Unimed Goiânia
Valéria Gaburo, Coordenadora de Operação do SOS Unimed Sul Capixaba Raphaela Mainette, Farmacêutica
Núcleo de Segurança do Paciente (NSP)
O NSP representa um dos maiores investimentos humanos e estratégicos da Medilar. Em um ambiente complexo como o Atendimento Pré-Hospitalar, prevenir riscos é a regra de ouro. E a maior vitória do NSP foi mudar a cultura do “medo de errar” para a coragem de notificar e aprender. “O objetivo é entender as causas e fortalecer processos. Hoje, os colaboradores entendem que relatar um risco não significa apontar culpados, mas sim criar oportunidades de aprendizado e prevenção. Isso fortaleceu muito a confiança entre as equipes e o engajamento nas ações de segurança assistencial”, comemora José Wellington.
Conheça os membros do NSP:
José Wellington, Coordenador de Qualidade
Tayse Nepomuceno, Coordenadora de Operações do SOS Unimed Campina Grande
Keila Camargo, Enfermeira Administrativa
Lavínia Alves, Farmacêutica
O impacto dos comitês na cultura da Medilar
O trabalho das comissões provocou uma mudança sistêmica na Medilar. Hoje, os comitês não atuam isolados, eles se retroalimentam. “Seguidamente, vemos assuntos da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) que necessitam do olhar do Núcleo de Segurança do Paciente(NSP) ou de apoio da Comissão de Qualidade Total (CQT). Quando essas áreas trabalham conectadas, conseguimos fortalecer a padronização e desenvolver equipes mais preparadas”, afirma Laís Ruperti.
Esse amadurecimento refletiu diretamente na postura das lideranças. Se antes as decisões sobre processos e melhorias ficavam restritas a uma sala de reuniões do setor de Qualidade, hoje elas ganharam capilaridade. A tomada de decisão ficou muito mais estruturada, baseada em dados reais, e acima de tudo, preventiva. “Eu enxergo uma evolução muito significativa. Hoje, estamos mais conectados aos processos, mais orientados por dados e mais maduros na forma de ouvir as equipes. Esse amadurecimento impacta diretamente na eficiência operacional e na confiança que construímos diariamente com pacientes e parceiros”, analisa Danielle Loureiro.
A consolidação dos comitês prova que a melhoria contínua se materializa nos detalhes: quando um socorrista preenche uma notificação no NSP com a certeza de que será ouvido; quando a desinfecção de uma ambulância é feita com rigor pelo entendimento do impacto gerado pela CCIH; ou quando um protocolo da CQT facilita o raciocínio clínico da equipe médica durante um resgate crítico.
A qualidade, afinal, não mora no protocolo. Mora em quem o executa com convicção.
