7 atitudes que parecem ajudar, mas podem agravar uma emergência

Diante de uma emergência, quase ninguém fica parado. Quando alguém desmaia, sofre uma queda ou apresenta um mal-estar repentino, a reação mais comum é tentar ajudar imediatamente. O problema é que, muitas vezes, essa ajuda vem acompanhada de hábitos aprendidos ao longo da vida, mas que não fazem parte das recomendações atuais de primeiros socorros.

Em situações de urgência, agir rapidamente é importante, mas agir da forma correta é ainda mais. Algumas atitudes bastante conhecidas podem dificultar o atendimento, agravar lesões e colocar a vítima em um risco ainda maior.

Conhecer os erros mais comuns é uma forma de estar mais preparado para agir com segurança até a chegada do atendimento especializado.

1. Jogar água no rosto de quem desmaio

É uma cena comum em filmes e até no dia a dia, mas jogar água no rosto não faz a pessoa recuperar a consciência mais rapidamente. Além de não resolver a causa do desmaio, essa atitude pode provocar desconforto e atrapalhar a avaliação da vítima.

O mais indicado é mantê-la deitada, observar se ela respira normalmente e afrouxar roupas que possam dificultar a respiração. Se o desmaio persistir ou a pessoa não responder aos estímulos, o atendimento de emergência deve ser acionado imediatamente.

2. Dar água, alimentos ou medicamentos para quem está inconsciente

Oferecer um copo de água, açúcar ou algum remédio pode parecer uma tentativa de ajudar, mas representa um risco importante. Quando uma pessoa está inconsciente, ela perde a capacidade de engolir normalmente e qualquer líquido ou alimento pode causar engasgo ou chegar aos pulmões.

Nessas situações, o mais seguro é não oferecer nada por via oral e aguardar a avaliação de uma equipe de saúde.

3. Movimentar uma vítima após uma queda ou acidente

Depois de uma queda ou de um acidente, nem sempre é possível identificar as lesões apenas olhando para a vítima. Fraturas e traumas na coluna, por exemplo, podem não apresentar sinais visíveis logo nos primeiros minutos.

Por isso, movimentar a pessoa sem necessidade pode agravar o quadro. A orientação é mantê-la na posição em que foi encontrada, sempre que o local for seguro, até a chegada do atendimento.

4. Colocar álcool para a pessoa cheirar

Apesar de ser um hábito bastante conhecido, aproximar álcool do nariz de uma pessoa que desmaiou não ajuda na recuperação da consciência.

Além de ser ineficaz, o produto pode irritar as vias respiratórias e causar desconforto. Em vez disso, o mais importante é verificar se a vítima está respirando e procurar ajuda caso ela não desperte rapidamente.

5. Tentar segurar uma pessoa durante uma convulsão

Uma crise convulsiva costuma causar desespero em quem presencia a situação. A tentativa de conter os movimentos ou colocar algum objeto na boca da vítima, porém, pode provocar lesões e aumentar os riscos durante a ocorrência.

O ideal é afastar objetos que possam causar acidentes, proteger a cabeça da pessoa e permitir que a convulsão siga seu curso. Após o episódio, se ela estiver respirando normalmente, deve permanecer de lado até receber atendimento.

6. Recorrer à automedicação

Nem toda dor, tontura ou mal-estar pode ser resolvido com um medicamento que já está em casa. Em uma emergência, a automedicação pode esconder sintomas importantes, dificultar o diagnóstico e atrasar o tratamento adequado. Quando os sintomas surgem de forma intensa, persistem ou estão associados a sinais de gravidade, a avaliação médica é sempre a melhor escolha.

7. Esperar para ver se melhora sozinho

Muitas emergências começam com sintomas que parecem simples, mas evoluem rapidamente. Dor no peito, falta de ar, perda de consciência, convulsões, dificuldade para falar ou alterações repentinas no comportamento nunca devem ser ignoradas.

Quanto mais cedo a vítima recebe atendimento, maiores são as chances de reduzir complicações e iniciar o tratamento adequado.

Informação e atendimento caminham juntos

Conhecer os princípios básicos dos primeiros socorros ajuda a evitar que uma emergência se agrave, mas o cuidado não termina aí. Depois das primeiras atitudes, contar com um atendimento especializado é essencial para que a vítima receba a assistência adequada o mais rápido possível.

É justamente esse o papel do SOS Unimed, cuja gestão é realizada pela Medilar. Com equipes capacitadas, ambulâncias equipadas e atendimento pré-hospitalar voltado para situações de urgência e emergência, O serviço oferece aos beneficiários das Unimeds aderentes ao produto suporte desde os primeiros minutos da ocorrência, contribuindo para um cuidado mais seguro, ágil e humanizado até a chegada ao hospital.

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